English
 
User Manual Privacy Policy Disclaimer Contact us
  Advanced SearchBrowse

Item

ITEM ACTIONSEXPORT

Released

Journal Article

Do Estado ao Empreendedorismo Social: Burocracias cotidianas, risco moral e gestão da vulnerabilidade em uma empresa de regularização fundiária em São Paulo

MPS-Authors
/persons/resource/persons217723

Kopper,  Moisés
Soziologie des Marktes, MPI for the Study of Societies, Max Planck Society;

External Ressource

https://doi.org/10.20336/rbs.436
(Publisher version)

Fulltext (public)

RBS_7_2019_Kopper.pdf
(Any fulltext), 668KB

Supplementary Material (public)
There is no public supplementary material available
Citation

Kopper, M., & Ide, I. H. (2019). Do Estado ao Empreendedorismo Social: Burocracias cotidianas, risco moral e gestão da vulnerabilidade em uma empresa de regularização fundiária em São Paulo. Revista Brasileira de Sociologia, 7(15), 30-52. doi:10.20336/rbs.436.


Cite as: http://hdl.handle.net/21.11116/0000-0002-FF7C-5
Abstract
Nos últimos anos, empresas sociais passaram a oferecer alternativas ao governo da pobreza e a ocupações informais de terra nas periferias urbanas brasileiras. Este artigo baseia-se em pesquisa etnográfica com a maior startup envolvida na mediação de acordos jurídicos de regularização fundiária em São Paulo. Mostramos como tais negócios recriam tecnologias de intervenção tipicamente associadas ao Estado e ao mercado, engajando moradores locais em encontros burocráticos contingentes pelos quais a terra é deslocada para o mercado e residentes são convertidos em mutuários- -pagantes. O conceito de burocracias cotidianas ilumina o funcionamento prático e colaborativo dessas infraestruturas como dispositivos de gestão da espera, em que vulnerabilidade, risco moral e associativismo são convertidos em atributos de subjetividades aspirantes que projetam um futuro perfeito de titulação da terra.
In recent years, social enterprises have grown to provide market-ridden alternatives for poverty governance and informal land occupation in Brazil’s urban peripheries. This article draws on ethnographic research with the country’s largest startup involved in mediating legal settlements between landowners and squatters in São Paulo. It shows how such businesses recreate technologies of intervention typically associated with the state and the market, engaging local dwellers in emergent and contingent bureaucratic encounters through which land is brought into market frames and residents are recast as mortgage-owners. The concept of everyday bureaucracies illuminates the practical and collaborative functioning of these infrastructures as timing devices whereby vulnerability, moral risk, and associativism are woven into new aspiring subjectivities projecting a future perfect of landownership.